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domingo, 1 de janeiro de 2012

Edição 93 - Sagrada Família

Pessoas
Posto aqui a homilia do Padre Roberto...
Leitura mais que especial


Sagrada Família, Jesus Maria e José

A Sagrada Família de Nazaré é um ícone de beleza. Leva-nos rapidamente aos sentimentos de pureza, obediência e silêncio. Contudo, a celebração deste dia, no tempo do Natal, não nos deve levar a uma busca moralista de um modelo de família. Uma contemplação idealista, aquela que procura se nortear por um ideal supremo, pode conduzir ao erro de desconsiderar os limites humanos próprios de qualquer história familiar. Pois, onde há ser humano, há conflitos; existem problemas para se resolver ou para se considerar.
Primeiramente os textos nos apontam para as virtudes da vida em família. O primeiro eles é o respeito aos pais, nas palavras do Eclesiástico: “Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida” (Eclo 3,4-5.14-15). Hoje vemos o egoísmo invadir as relações. Os mais velhos, tão considerados por sua sabedoria nas sociedades orientais, são vistos no Ocidente, em muitos casos, como pesos, como pedras que precisam ser descartadas. A Palavra de Deus exorta aos filhos para que respeitem e cuidem de seus pais.
Outro elemento fundamental é o amor e o perdão: “revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição” (Cl 3, 12-14; grifo nosso). Este tempo é propício para que examinemos o nosso coração, identificando os rancores. São comuns as histórias de ressentimentos profundos, causados por fatos longínquos entre pais e filhos. O perdão é um remédio terapêutico, pois as dores do passado nos incomodam, trazem tristeza, melancolia, depressão, além de doenças físicas. Também os esposos são convidados a não viver numa submissão passiva, mas compreendendo os limites um do outro, na doação.
O Evangelho nos mostra os primeiros momentos após o nascimento de Jesus. José e Maria, como bons judeus e cumpridores das tradições, vão até o templo para apresentar o menino. Lá encontram dois personagens – Simeão e Ana, que profetizam sobre a criança. Simeão afirma que Jesus seria causa de contradição e ainda que “uma espada transpassaria a alma de Maria”. De fato, ser mãe é inevitavelmente causa de sofrimento. Especialmente no caso de Maria, pois ela viveu a dificuldade de compreender os passos dados pelo seu filho. Junto com José, formaram uma família humilde, que viveu do esforço árduo do trabalho em um clã de um lugarejo desconsiderado. Desde a infância do Salvador Menino, seus pais enfrentaram dificuldades que muitas das famílias também suportam nos dias de hoje. Sinal importante de que constituir família significa uma luta árdua para que os filhos cresçam com dignidade.
E Jesus crescia “em estatura, sabedoria e em graça”. Não bastava a Ele o mero crescimento físico, mas foi ajudado por seus pais e parentes a crescer no sabor das coisas da vida e na graça de seu Pai Eterno. Hoje a sociedade compele os pais a darem sustento e educação direcionada ao mundo do trabalho, visando uma boa condição financeira no futuro dos infantes. O exemplo da Sagrada Família é uma inspiração para que se considerem os valores, a formação na fé e até o lazer criativo na educação dos filhos.


Um feliz 2012 a todos!

Pe. Roberto Nentwig

"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!"
(2Cor 12,9)
Créditos

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Edição 91 - Objeto de 2 mil anos confirma rituais descritos em Templo de Jerusalém

Pessoas
Aos poucos a Arqueologia vai revelando indícios do que aconteceu em tempos idos...
Aos céticos, a comprovação, aos crentes a constatação.
Boa leitura

Objeto de 2 mil anos confirma rituais descritos em Templo de Jerusalém

Um objeto em formato de botão com 2 mil anos de idade foi encontrado por arqueólogos em Israel e é primeira evidência física do registros escritos sobre os rituais praticados do Templo judaico de Jerusalém. A descoberta foi divulgada neste domingo (25) por uma equipe da Universidade de Haifa.

O artefato é uma espécie de lacre com inscrições em aramaico que dizem “puro por Deus”, sendo usado possivelmente como certificado para alimentos e animais usados como sacrifícios durante cerimônias religiosas.

A peça foi encontrada perto do Muro das Lamentações, principal símbolo judeu em Jerusalém e próximo ao complexo de edifícios muçulmanos considerados sagrados na cidade como a mesquita de Al Aqsa.

Fonte:
abrasil

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Casamento Religioso

Pessoas
Sei que a internet é um espaço solidário, democrático, etc... e em função disso não me furto de postar temas que me são caros, por ideologia.
Não tenho a preocupação em agradar este ou aquele, porém respeito a opinião dos amigos, próximos, enfim, daqueles a quem dedico estima estima e apreço.
Pensem

«Era embaixador em São Petersburgo. Certo dia, teve necessidade de fazer uma viagem urgente. Ela, ao contrário do habitual, não o pôde acompanhar. Ficou inquieta. Sabia que tinham casado para permanecerem um ao lado do outro. O dia do compromisso, já longínquo, continuava a ter uma grandíssima influência na sua vida. Recordava as palavras como se as tivesse pronunciado na véspera: «Recebo-te por meu esposo e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida».

Era lógico que nas entrelinhas do solene compromisso estava a “promessa” de viajar com ele, sobretudo se essa viagem fosse mais demorada. Afinal, para ela, o casamento era exactamente isso: a maior e mais definitiva viagem que tinha decidido realizar com ele até ao fim da sua vida.

Ficou inquieta ao pensar na intensa vida social do marido. Arrependeu-se de não o ter acompanhado. Resolveu escrever-lhe. Era o único modo que tinha de fazer-se presente estando ausente. «Temo que o convívio com princesas e embaixatrizes te faça esquecer-te de mim, que sou uma mulher simples e sem títulos, excepto o maravilhoso de ser só tua». Ele não tardou em responder-lhe: «Esqueces, minha amada, que casei contigo não só porque te amava, mas porque tinha e tenho o propósito firme de te amar sempre, cada dia mais, aconteça o que acontecer». Esta resposta é atribuída a Otto von Bismarck (1815 – 1898), estadista prussiano e unificador da Alemanha.

Bismarck não tinha casado somente porque a amava, mas com o compromisso de amá-la cada dia mais, em todas as circunstâncias, até ao fim. “Casar com a promessa de amar até ao fim” é uma expressão comprometedora. Manifesta um amor genuíno, um amor que possui o desejo de ser eterno. Só esse amor é verdadeiro. Só esse amor pode gerar um casamento forte diante das dificuldades.

Casar-se é exactamente isso. É estar disposto a prometer a alguém: “Tu, só tu, para sempre, aconteça o que acontecer”. Somente este tipo de casamentos é que a Igreja admite. Se alguém quer uma união a prazo, solúvel, à experiência, deve procurá-la noutro sítio. Casar-se na Igreja é casar-se como Deus quer. O casamento é uma ideia Sua. Só funciona de verdade se for vivido de acordo com a Sua Lei. Por isso, os noivos manifestam o seu desejo de se casarem na Igreja, porque desejam comprometer-se diante de Deus. São conscientes da fragilidade do seu amor e do perigo sempre presente do egoísmo e do orgulho. Pedem a Deus que os ajude a serem fiéis ao seu compromisso.

Casar-se na Igreja deveria ser sempre uma opção de fé, e não somente a procura de um lugar mais romântico e solene que a conservatória do registo civil. Casar-se na Igreja significa casar-se como cristãos. Significa reconhecer que a Igreja é parte essencial da nossa vida. Significa reconhecer que “a Igreja é nossa Mãe e uma Mãe deve ser amada” (João Paulo II).

Pe. Rodrigo Lynce de Faria


Créditos
spd

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nota da CNBB sobre o Código Florestal

Pessoas
Já me disseram que precisamos separar o Estado da Igreja.
Entendo que alguns temas precisam ser debatidos, inclusive nas Igrejas.
Se o Poder precisa da Igreja para ajudar a resolver seus "problemas sociais", indago o motivo que impede a Igreja de dar seus pitacos em questões que perpassam e interferem na vida das pessoas...
Reflitam

Brasília. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quinta-feira, 1º de dezembro, uma Nota sobre o Código Florestal na qual expressa sua preocupação pela possível aprovação do projeto com a falta de algumas “correções necessárias”. “O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção”, destaca a CNBB em um trecho da Nota. Ainda no texto, a Conferência sublinha que o projeto “não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana”.



Nota da CNBB sobre o Código Florestal
O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos bispos do Brasil - CNBB, reunido nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, vem manifestar sua preocupação com a possível aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de reforma do Código Florestal brasileiro. Já aprovado nas devidas Comissões do Senado Federal, o novo Código Florestal, tão necessário ao Brasil, embora tenha obtido avanços pontuais na Comissão do Meio Ambiente, como um capítulo específico para a agricultura familiar, ainda carece de correções. O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção. Sob o pretexto de defender os interesses dos pequenos agricultores, esta proposta define regras que estenderão a anistia a quase todos os proprietários do país que desmataram ilegalmente. O projeto fragiliza a proteção das florestas hoje conservadas, permitindo o aumento do desmatamento. Os manguezais estarão abertos à criação de camarão em larga escala, prejudicando os pescadores artesanais e os pequenos extrativistas. Os morros perderão sua proteção, sujeitados a novas ocupações agropecuárias que já se mostraram equivocadas. A floresta amazônica terá sua proteção diminuída, com suas imensas várzeas abertas a qualquer tipo de ocupação, prejudicando quem hoje as utiliza de forma sustentável. Permanecendo assim, privilegiará interesses de grupos específicos contrários ao bem comum. Diferentemente do que vem sendo divulgado, este projeto não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana. A tão necessária proteção e a diferenciação mediante incentivos econômicos, que seriam direcionados a quem efetivamente protegeu as florestas, sobretudo aos agricultores familiares, entraram no texto como promessas vagas, sem indicativo concreto de que serão eficazes. Insistimos que, no novo Código Florestal, haja equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas e de defender os grupos que sabem produzir em interação e respeito com a natureza. O cuidado com a natureza significa o cuidado com o ser humano. É a atenção e o respeito com tudo aquilo que Deus fez e viu que era muito bom (cf. Gn 1,30). O novo Código Florestal, para ser ético, deve garantir o cuidado com os biomas e a sobrevivência dos diferentes povos, além de preservar o bom uso da água e permitir o futuro saudável à humanidade e ao ecossistema. Que o Senhor da vida nos ilumine para que as decisões a serem tomadas se voltem ao bem comum. 

Créditos

O Advento seja um tempo de silencio à espera do Senhor

Pessoas
Proponho, novamente, que neste Natal não compremos em lojas ou shoppings que fazem a decoração para o 'evento' Natal sem referencia ao ator principal, Jesus Cristo.
Chega de papais noéis, duendes, e outras aberrações inventadas...
Verdadeiro Natal é para e com Cristo

Clima familiar nesta sexta feira à noite para o Papa, na Aula Paulo VI no Vaticano, onde a radiotelevisão bávara, “Bayerischer Rundfunk” lhe ofereceu uma iniciativa artística.


A sessão incluiu a projeção de um documentário sobre a espiritualidade e as tradições do Advento e Natal na região onde o Papa nasceu, tendo-se seguido a interpretação do Oratório Natalício dos Alpes.


Bento XVI agradeceu a iniciativa e recordou que, na Baviera, o Advento é chamado “o tempo silencioso”. “A terra - disse o Papa – fica coberta de neve, todos estão em casa e o silêncio da casa transforma-se , pela fé, na espera do Senhor, alegria da sua presença”. Tradições que trazem “um pouco do céu para a Terra”, afirmou Bento XVI, fazendo alusão ao nome do evento. 


Então mostrou o contraste dessa espera silenciosa e introspectiva pela chegada do Filho de Deus com o modo como a sociedade moderna vive o período, ou seja, comprando, vendendo, fazendo os preparativos de grandes almoços. “Mesmo assim – destacou – as tradições populares da fé não desapareceram, mas foram renovadas, aprofundadas. E assim se criam ilhas para a alma, ilhas do silêncio e da fé, ilhas para o Senhor no nosso tempo, e isso é muito importante”


E Bento XVI auspiciou para o futuro: “esperemos que essa força da fé, a sua visibilidade permaneça e nos ajude a caminhar para a frente, como o quer o Advento, em direção ao Senhor".


Fonte:
spedeus

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nova ‘Arca de Noé’ estará em Londres durante os Jogos Olímpicos de 2012

Pessoas
Façamos tudo que estiver ao nosso alcance para divulgar o nome e as ações de nosso Deus.
Vi no facebook uma mensagem de um amigo que dizia que iria postar, ao invés de apenas coisas engraçadas, Jesus me chamou a atenção. Façamos nossa parte, cumpramos nosso papel.
Boa leitura e reflitam


Johan Huibers, um milionário holandês de 60 anos, construiu uma réplica da Arca de Noé em 2009. Agora ele espera levá0la a Londres durante os Jogos Olímpicos de 2012. O excêntrico cristão já enviou uma carta para o presidente da câmara da capital inglesa pedindo autorização.
Segundo o jornal inglês Daily Mail, essa Arca, construída de acordo com as indicações da Bíblia, tem três andares, dois auditórios com capacidade para 1500 pessoas e vai navegar pelos canais do Tamisa com réplicas de animais a bordo.
Huibers, que é  proprietário da empresa de construção,  disse esperar que sua arca, inspire as pessoas a buscar a Deus: ”Meu objetivo é dizer às pessoas que existe uma Bíblia e que, ao abri-la, existe um Deus”.
Ele decidiu construir sua arca de 3000 toneladas há quase 20 anos, após ter um sonho sobre um grande dilúvio inundando Holanda.
Apesar da resistência da família, finalmente começou a construção três anos atrás em um rio perto de Roterdã, seguindo as dimensões da arca de Noé original descrita na Bíblia.
Johan Huibers pretende navegar sua réplica da Arca de Noé até o rio Tamisa para 2012 Jogos Olímpicos 
A réplica de Huibers custou mais de US$ 1 milhão e foi construída com a carcaça de 25 barcos pequenos, revestidos de madeira e no formato da arca. Ela tem mais de 30 metros de cumprimento, duas salas de conferências e pode abrigar até 1.500 pessoas. 
O piso inferior terá movimento modelos animais, incluindo um leão robô. animais Real será mantida no segundo andar, com uma área de visualização levantadas para os visitantes.
Um aviário com pássaros fica no terceiro andar e há também alojamento especial para a família Huibers.
Huibers construiu a arca como um testemunho de sua fé na verdade literal da Bíblia 

Fonte:

domingo, 18 de setembro de 2011

Católicos na idade da tribo

Pessoas
Será que os que estão ou permanecem na Igreja Católica descobriram a Igreja e todas as possibilidades que ela oferece?
Entendo que sim, mas é preciso trabalhar para outros descobram a beleza da vida em comunidade...
Reflitam

Pesquisa da FGV confirma mais uma vez diminuição de jovens no catolicismo. Dado é controverso – nos bastidores da Igreja fala-se numa “primavera juvenil”

Rapazes e moças reunidos em ro­­da, cantam ao violão uma música do padre Zezinho: “Eu venho do Sul e do Norte, do Leste e do Oeste, de todo lugar...” Muitos deles le­­vam no peito uma cruz, como diz a canção. Essa imagem dispensa explicações – trata-se da fotografia dos chamados “grupos de jo­­vens”, que pipocaram na Igreja Católica a partir dos anos 1960, na alvorada do Concílio Vaticano II, aquele que, no senso comum, “mudou tudo”.
Os ventos de renovação da Igre­­ja em meados do século 20, difícil ne­­gar, foram acima de tudo juvenis. A substituição do latim pela lín­­gua vernácula, o padre ce­­le­­bran­­do de frente para o público e a voz dada aos leigos atingiram, so­­bretudo, a camada de fiéis que se viam mais atingidos pelo chamado “mundo em transformação” – da minissaia à pílula, passando pela Guerra do Vietnã, pelas ditaduras militares na América Latina e pelo avanço dos então aclamados “MCS”, os meios de comunicação social.
É fato que o período áureo do “poder jovem” na Igreja não veio com a voz do vento ou com a dos Beatles. Foi fruto também do trabalho da chamada Ação Católica, nas décadas anteriores – quando o método “ver, julgar, agir” tirou do comodismo milhares de jovens católicos dos quatro costados. Igualmente é fato que nada disso se resume a uma página do passado. Juventude e catolicismo permanece um assunto tão atual quanto a fome na África.
A cena da moçada em roda e do violão pode ser verificada em pelo menos 80% das paróquias brasileiras, de acordo com dados da Con­ferência Na­­cional dos Bispos do Brasil, a CNBB. E foi conferida pela reportagem nu­­ma manhã de sábado (leia na pá­­gina ao lado), em Curitiba, na vés­­pera de um feriadão. Aqui e ali, desafiam-se as estatísticas que desde o início da década de 1990 apontam uma diminuição significativa de católicos no Brasil, particularmente na faixa que vai da adolescência aos chamados jovens adultos.
Evasão
A última pesquisa publicada – “Mapa das Religiões” – é da Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem a chancela do conceituado economista Marcelo Neri e confirma aferições anteriores, como a “Religião e Sociedade em Ca­­pitais Brasileiras”, assinada em 2006 pela equipe do sociólogo César Romero Jacob, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Dos 15 aos 39 anos, em duas décadas, a evasão da juventude na Igreja soma 1% ao ano, sendo mais expressiva em dois grupos sociais tão distantes que parecem separados por uma fissura tectônica – os mais pobres e os mais ricos. A tendência foi ve­­rificada no Censo 2000 e, segundo os “porcentos”, assim permanece.
Não é uma questão que cause eco nas catedrais – informam em uníssono padres, líderes e jovens que participam em alguma instância das comunidades e movimentos católicos. Al­­guns dos consultados pela reportagem chegam mesmo a dizer que o catolicismo vive um momento de renascimento juvenil equiparado ao pós-Vaticano II.
A afirmação se baseia na mais antiga das ciências – a experiência. Contam como prova a presença maciça de jovens católicos nas redes sociais, tuitando mais do que as contas de um rosário. E as impressionantes Jornadas Mundiais da Juventude, que chegam a reunir 2 milhões de participantes em idade de surfar e namorar. Em paralelo às estatísticas, tudo indica que há um fenômeno nem sempre quantificável pedindo para ser observado.
Jovens chegam à Igreja por “pistas próprias”
A juventude católica mudou de cara. A Igreja se deu conta disso. E reagiu. A começar pela nomenclatura. Na última década, substituiu-se em parte o já gasto termo “Pastoral da Juventude” – que tanto lembra os algo românticos grupos paroquianos dos tempos idos – por “Setor da Juventude”.
Faz sentido – é preciso dar conta das mudanças que varreram as comunidades do país, agora nitidamente tribalizadas. “A nossa marca hoje é a pluralidade”, resume Marcos Moura, 27 anos, coordenador da área na Arquidiocese de Curitiba.
O que Moura chama de pluralidade são os 17 movimentos diferentes que fazem parte apenas do setor arquidiocesano, atingindo diretamente mais de 50 mil jovens na capital e parte da região metropolitana. Apenas o grupo Canção Nova, calcula ele, agrega 5 mil participantes. Em maior ou menor escala, fenômeno semelhante se verifica em outras divisas.
Essas e outras cifras são festejadas pela Igreja. Pudera – funcionam como um refresco depois de um período de secularização crescente e de conflitos ideológicos talibânicos entre a ala da práxis política e a da espiritualidade. Não causa espanto que os números recém-divulgados pela Fundação Getúlio Vargas não tenham motivado uma vigília sequer. “Diminuiu? Não parece”, acha graça a estudante Jaqueline da Conceição Belo, 22 anos, uma das ouvidas para esta reportagem.
Variantes
Estariam os dados errados? Dificilmente. Em entrevista à Gazeta do Povo, o economista Mar­­celo Neri comenta que o maior fascínio das pesquisas sobre religião é a infinidade de variantes que comportam. Em outras palavras, em se tratando de fé, a leitura pura e simples de índices maiores e menores é um passo certo para o erro crasso. Uma dessas ciladas es­­tatísticas é a impossibilidade de me­­dir a intensidade e convicção dos fiéis, determinante na sua permanência numa confissão ou na fileira crescente dos “não cren­­tes”. “Temos de admitir que o ca­­­tolicismo cultural está desaparecendo”, diz o padre Alexander Cor­­deiro Lopes, 33 anos, assessor do Se­­­tor de Juventude da arquidiocese.
Padre Alex, como é chamado, toca no ponto. Não se sabe em que medida, mas muitos jovens de hoje não herdaram de seus pais a fé ou a imposição de seguir o catolicismo. Milhares se aproximaram da Igreja por pistas próprias e, por isso mesmo, ali tendem a permanecer. Curiosamente, era o que desejavam os jovens das paróquias de outrora. O mundo deu voltas – e, nesse caso, sempre ao som das músicas do padre Zezinho. (JCF)
Atrativos
Confira resultado de enquete informal feita com jovens e pastores sobre o que atrai a juventude:
Ação
O jovem pós-Vaticano II não mudou de todo. A mocidade quer fazer algo de concreto. O cristianismo tem de ser palpável. Mas ao contrário de discursos revolucionários, de escala mundial, a tendência é preferir ações locais e palpáveis. “Propor tarefas muito radicais assusta”, observa padre Alexander Cordeiro Lopes.
Acolhida
“Sentir-se parte” e ter sua expressão de fé valorizada pela hierarquia é apontado como ponto de atração juvenil. Rejeição à espiritualidade de certos movimentos por parte de clero tende a gerar afastamento e decepção. “Muitos dos que retornam falam do medo de ter novas experiências negativas”, diz Marcos Moura, da Arquidiocese de Curitiba.
Anticonsumismo
Marca entre as várias tribos católicas é a rejeição dos excessos da sociedade de consumo. O velho ser no lugar do ter vigora na maioria dos discursos, tal e qual em tempos idos.
Espiritualidade
A juventude de tendência mais politizada permanece no seio da Igreja, mas se nota uma parcela crescente de jovens que valoriza a família, adotando não raro o “namoro santo” – valorizando a castidade – e o retorno à piedade cristã. A oração ganhou fôlego por sobre as cartilhas ideológicas.
Território
Foi-se o tempo do “cada um na sua paróquia”. Jovens católicos desfrutam da possibilidade de sair dos limites da sua comunidade e procuram grupos com os quais se identifiquem. Circular por igrejas era privilégio dos evangélicos, agora não mais.
Tolerância
Muitos jovens católicos são filhos de pais divorciados e podem se sentir desconfortáveis nos grupos quando o assunto é tratado com agressividade. De acordo com líderes, a atração pela tradição católica e o trabalho social da Igreja tendem a se sobrepor a esses problemas.
Depoimento
Jaqueline da Conceição Belo, do Núcleo da Pastoral da Juventude da PUCPR
“O que me mantém atuante na Igreja Católica?A possibilidade de tornar meu sonho pessoal e social possível. A cada dia que passa os resultados me mostram que quanto mais a gente sonha junto mais longe fica o que chamam de utopia.
No início eu era uma adolescente que acompanhava a mãe na missa e achava tudo muito chato. Mas quando descobri a Pastoral da Juventude entendi de fato a Igreja, me identifiquei com a proposta de construir uma sociedade melhor.
Um exemplo é o envolvimento de muitos movimentos juvenis católicos na sociedade civil de Curitiba e região, lutando por políticas públicas. Isso demonstra que a Igreja não está de olhos fechados para o que se passa no mundo.
Quanto aos jovens que estão deixando o catolicismo, acho que não existe como falar de uma fatia da população sem entender o contexto social em que vivemos. Não dá mais para negar que mundo está passando por uma crise. Não sabemos mais qual é a nossa identidade. Paramos para fazer tudo – para estudar, trabalhar, sair com amigos, se endividar em lojas... Estamos muito preocupados com nosso exterior, com a roupa que meu vizinho está vestindo. Nos preocupamos com coisas que parecem ser tão importantes e esquecemos de olhar para dentro, de olhar para nossos valores de cuidar do nosso interior. É ali que podemos encontrar nossas raízes, o que realmente nos move...
A juventude é reflexo da crise que o mundo vive. A maioria dos jovens se sente vazio, inquieto e profundamente triste. Precisamos daqueles que já fizeram história. Atenção adultos, nós jovens precisamos a da assessoria de quem já venceu. Precisamos ser encantados com o que moveu os caras-pintadas. Precisamos que nos entendam.”
Pluralidade
Depois do “chacoalhão” pontifical de Bento XVI
A Igreja não é nenhuma jovenzinha. Muito menos em se tratando de Pastoral da Juventude. Mas todo e qualquer fiel, presbítero ou religioso envolvido com esse setor cita a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em 2007, como um marco na “primavera juvenil católica”. Foi um chacoalhão pontifical, depois traduzido no Documento 85 da CNBB, sobre o tema. Os efeitos são notáveis – por ironia, tornou mais cristã a convivência de espiritualidades e movimentos.
“Tivemos de vencer os preconceitos”, diz o padre Alexander Cordeiro Lopes, assessor do Setor da Juventude na Arquidiocese de Curitiba. Entenda-se por isso promover e garantir a convivência dos mais diversos grupos, sem passar por cima deles a máquina compressora. “Não existe uma única maneira de ser jovem nem de ser católico”, ilustra.
A Igreja se tornou mais eclética. Aceitou a tribalização como uma marca do tempo. E entendeu que o jovem não seria, digamos, à sua imagem e semelhança. Fora da instituição, idem, esse efeito também pode ser notado. Cresce, por exemplo, o número de evangélicos não ligados a uma confissão, mas a várias – são 14% da população segundo o IBGE. E também aqueles – não contabilizados – que transferiram o ímpeto religioso para as manifestações sociais.
Trata-se de um fenômeno holístico, manifesto em bicicletadas e nos ecoberrantes, para citar dois. “O interessante é essa variável. O Brasil não é menos religioso, é mais diverso. Essa mudança passa pelo jovem”, reforça o economista Marcelo Neri, da FGV.
Tolerância
As pastorais ganharam ao assumir uma atitude mais tolerante. “As mudanças de perfil do jovem católico equivalem às mudanças do mundo. Gerou incômodo, é claro, mas não era um problema só da Igreja. Toda a sociedade enfrentou esse desafio”, observa padre Alex, listando fenômenos planetários como o individualismo, o desencanto com a política e a busca de espiritualidade – incluindo as religiões orientais.
O religioso festeja os novos sopros. Em vez de trocarem farpas, garante, jovens de movimentos diferentes ganharam com a convivência e inventam “um novo modo de ser Igreja”. Uma dessas marcas, diga-se, é a despreocupação quantitativa. Segundo o sacerdote, o avanço contínuo dos evangélicos – na casa de 7%, segundo a FGV – não preocupa a rapaziada, que avalia ser mais vantajoso ver um amigo abraçar uma crença, seja ela qual for, do que se perder nas drogas. Evitar que isso aconteça é uma das grandes causas da juventude religiosa – católica ou não.

Créditos:
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1170287&tit=Catolicos-na-idade-da-tribo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O preço da Missa

Pessoas queridas
Recebi este texto e me permiti publicá-lo aqui por achar pertinente.
Infelizmente algumas pessoas ainda pensam que o dinheiro pode tudo, ou quase tudo.
Ainda bem que para estas a vida ensina...
Boa leitura


Padre esclarece quanto custa uma missa
  
A pessoa se debruça no balcão da secretaria paroquial e pergunta displicentemente: "Quanto está custando uma Missa?". Quanto está custando uma Missa? ...
Ainda bem que as secretárias paroquiais são pessoas educadas e pacientes.
Isso não é uma pergunta.
Isso é um atestado de ignorância religiosa.
É uma ofensa contra Cristo e contra a Igreja. A Missa custa o sacrifício de Cristo na cruz. Já foi paga com a sua própria vida.
O que é a Missa, meu Deus do céu! É a Ceia do Senhor. Nela, como na ceia de Jerusalém, ele se entrega a si mesmo ao Pai em favor da humanidade.
Nós a chamamos de última ceia, mas deveríamos chamá-na de primeira.
Foi a primeira missa.
Ele reuniu os seus discípulos naquele ceia de páscoa, instruiu-os na Palavra de Deus, cantou com eles os salmos, ceou com eles.
Foi ali que, oferecendo sua vida ao Pai, ele deu-se a si mesmo como alimento: pão e vinho, corpo e sangue.
É assim que hoje, ele continua reunindo e alimentando seus discípulos em cada missa, com o pão da palavra e o pão da eucaristia.
A pessoa pede uma Missa por um parente que faleceu ou por uma graça particular.
Está certo.
Na missa, a oração de Cristo com sua Igreja é em primeiro lugar um louvor ao Pai. Uma ação de graças. É daí que vem o nome Eucaristia. Esse louvor é feito sobretudo pela memória da entrega generosa de Jesus por toda a humanidade. Renova-se a oferta da cruz, tornamos presente de novo o seu sacrifício redentor.
E aí o louvor já é a bênção sobre nós e nossas vidas.
Já é intercessão por todos, os vivos e os mortos, que precisam ser mergulhados na graça de Cristo. Está certo: você pode colocar uma intenção particular na santa Missa.
Mas, e não se deve pagar nada para colocar uma intenção na Missa? Quem pode pagar a graça de Deus, quem?
O preço já foi pago: foi a morte de Jesus e a sua ressurreição, que fazemos memória em cada Missa. Se você der uma oferta, não pense que está pagando a Missa.
Está dando uma oferta para cobrir as despesas do culto, não está comprando a missa.
Aliás, está dando uma oferta, porque não está pagando o dízimo. A Igreja não precisaria recorrer ao sistema de espórtulas, se a comunidade, com o dízimo, cumprisse sua responsabilidade de sustentar seus ministros, o culto e as obras de evangelização.
A graça de Deus não está à venda.
A graça, como o nome já diz, é de graça.
É dom, é presente da bondade de Deus.
Não se paga, não se vende, nem se troca. Nos Atos dos Apóstolos, o mago Simão falou com Pedro, querendo comprar o dom do Espírito Santo.
Pedro ficou muito bravo. Como é possível alguém querer comprar com dinheiro o dom de Deus?
Aliás, cá pra nós, parece que hoje estão aparecendo religiões que estão negociando com a graça de Deus. Mas, deixa pra lá...
 
"Quando está custando uma missa, aí dona secretária? " (risos...).
Jesus já pagou sua conta, meu irmão! Quem sabe, se você em agradecimento não poderia mudar de vida, converter-se, abraçar o Evangelho pra valer!
Esta taxinha é para manutenção do culto, apenas isto.
Meu irmão, minha irmã, amor só se paga com amor.
 
Pe. João Carlos -
(Bate-papo na REDE VIDA)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tapa de luva de pelica

Pessoas queridas
No folheto da Santa Missa do dia 14/08/2011 encontrei o texto mais lúcido, a meu ver, que alguém poderia escrever acerca das religiões.
Entendo que o escriba foi iluminado, e se utilizou sabiamente das palavras para expressar seus sentimentos.
Permito-me reproduzir sua fala por também pensar assim...
Boa leitura

Inicio este citando as leituras utilizadas que serviram de base para a elaboração da crônica a ser reproduzida aqui:
Is 56, 1.6-7
Sl 66
Rm 11, 13-15, 29-32
Mt 15, 21-28

"Catequese Bíblico-Missionária

A realidade
Em uma das Catequeses Bíblicas, apontamos certa postura arrogante (inconsciente, sem dúvida) expressa em frases como "Sou Católico, graças a Deus". A maioria dos leitores entendeu, mas alguns reagiram com certa dose de azedume.
Há uma confusão entre a certeza de que esse é o caminho para mim e a idéia de que não há outro.
A fé e a Igreja não passam de caminhos para alguém chegar a Deus, para encontrar a salvação, para encontrar a salvação, a plenitude da realização humana.
Uma coisa é estar convicto de que o meu caminho deve ser este e nele eu me sinto bem; outra coisa é imaginar que não exista outro, ou que quem não segue o meu caminho é um infeliz.

A Palavra
Os que retornaram do cativeiro da Babilônia estão reorganizando a nação. Alguns acham que só os de pura origem judaica podem fazer parta do povo de Deus.
Na Primeira Leitura (de hoje), o poema guardado para nós no Livro de Isaias vem dizer que não, Deus chama todos, basta que vivam de acordo com sua lei.
No Salmo cantamos para Aquele que é Deus de todas as nações.
O Evangelho segundo Mateus nasceu numa comunidade de cristãos judeus. A seu lado os fariseus reorganizavam a religião judaica excluindo que não fosse fariseu.
A comunidade dos cristão judeus era levada a pensar que a salvação em Jesus fosse só para eles, o povo de Israel.
A postura de Jesus no Evangelho (de hoje) representa esse pensamento, talvez dominante nos princípios da comunidade: 'Só fui enviado para a casa de Israel'.
Como é que a fé dessa comunidade irá se abrir para os não judeus? Quem vai promover a mudança? Os que estavam satisfeitos por serem israelitas ou os não israelitas que começavam a crer antes de serem aceitos?
O pequeno episódio vem responder: 'Os cachorrinhos também comem das migalhas de seus donos' disse a mulher. A humildade venceu a arrogância do pensamento exclusivista lembrado nas atitudes e palavras de Jesus.

O Mistério
Jesus instituiu a Eucaristia na Ceia Pascal dos judeus. O sangue do cordeiro que proporcionou a saída da escravidão do Egito é que explica o sentido da morte de cruz.
Agora, porém, esse sangue, essa morte não salvam apenas os israelitas, salvam todos.
Livram de uma escravidão temporária, livram da raiz de toda escravidão, o pecado."

Pe. José Luiz Gonzaga do Prado
Diocese de Guaxupé - MG
Semanário Litúrgico - Ano XLI - Nº 39 - 14.08.2011 - Ano A

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A fazenda: Pastores da Universal pedem que fiéis não assistam reality

Pessoas Queridas

Vocês já imaginaram a situação: Ir ao açougue e ouvir a recomendação do açougueiro para não comer carne? Ou ainda, um vendedor de automóveis de uma determinada marca, que recomenda ao potencial cliente que adquira uma outra marca?
Confesso que, ao me deparar com a manchete, estranhei e fui buscar a informação completa.
Enfim, se não for jogada de marketing, é no mínimo estranha.
De qualquer forma, eu não assisto mesmo, então...

Boa leitura

'A Fazenda': Pastores da Universal pedem que fiéis não assistam reality

4 de agosto de 2011 06h51

 
A atração não tem agradado a igreja do bispo Edir Macedo, dono da Rede Record
 
Os assuntos tratados na Fazenda 4 não têm agradado aos membros da Igreja Universal, presidida pelo dono da Record, Edir Macedo. O bispo Romualdo Panceiro - considerado segundo na hierarquia da Universal e apontado por Macedo em sua biografia como seu "herdeiro espiritual" - tem sugerido a seus fiéis que não vejam o programa, que, segundo ele, vai contra tudo o que a Igreja ensina. O religioso também estaria tentando convencer Edir Macedo a não realizar a quinta edição do reality.
O programa pode vir a sofrer com o boicote, mas até agora a audiência tem sido satisfatória pelo menos no Rio - na noite da última terça-feira (2), marcou 18 pontos e ficou em segundo lugar - por conta de brigas e detalhes da vida dos peões. Nessa quarta (3), Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, falou sobre prostituição. "Eu era feliz, gostava do que eu fazia", contou a moça para Monique Evans e François Teles, que apoiou a colega. "O importante é fazer o que gosta", disse o peão. Já Monique questionou o trabalho. "Você não tinha nojo?", perguntou. "As meninas se acostumam até quando o cliente pede pra fazer fio terra", detalhou.
Joana Machado falou sobre o jogador Adriano, seu ex-namorado. "Eu quis terminar", entregou ela, que já o chamou de psicopata em rede nacional. Fora do programa, o advogado da moça, Ális Aires Menegotto, disse que vai processar o participante Gui Pádua por fazer comentários maldosos sobre sua cliente.

Fonte:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cientistas temem que pesquisas médicas criem macacos falantes

Pessoas queridas
Quando o homem assume um papel que pode não lhe convir, quando tenta brincar de Deus, as consequências podem ser desastrosas.
Penso que a evolução tecnológica é necessária, que os estudos avancem sempre, porém é preciso pensar e repensar o preço do tal avanço.
De qualquer forma convido os amigos à leitura e posterior reflexão

Boa leitura

Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.
 
Cientistas temem que pesquisas médicas criem macacos falantes

Para o relatório, “criar características como a linguagem ou a aparência humana" levanta questões éticas.
A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas médicas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.
O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos "são extraordinariamente importantes".
A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.
Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.
A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.

Avanço
Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.
Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.
Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.
Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.
"O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem", diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia.
"Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas", diz.
Áreas ‘delicadas’
O relatório indica três áreas particulamente "delicadas" na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.
"Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo", diz o relatório.
O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de "prova do grande símio": se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.
Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.
O campo mais polêmico é o de animais com características "singularmente humanas", os experimentos que o relatório chama de "tipo Frankestein, com animais humanizados".
Segundo o relatório, "criar características como a linguagem ou a aparência humana nos amimais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes".

Disponível em: