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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Edição 138 - Pista de avião abre polêmica ambiental

Pessoas
Já foi discutido em vários grupos, de ambientalistas, geógrafos, sobre a implantação desse empreendimento.
E a justiça? Embarga ou proíbe?
Pensem

Obra de aeródromo, que fica dentro de área de proteção do Iraí e nas imediações do Parque Estadual da Serra da Baitaca, está embargada


Pista particular que existe há oito anos está sendo pavimentada e ampliada em 300 metros

A construção de um aeródromo particular em Pi­raquara, Região Metro­po­­litana de Curitiba, colocou ambientalistas e empresários em rota de colisão. Registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a obra foi embargada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) devido à falta de licenças.
A pista de pousos e decolagens pertence à empresa Portal da Graciosa Logística Ltda. Os sócios são os filhos de Luiz Bonacin, proprietário da fazenda cortada pela obra, e de Francisco Simeão, dono da empresa BS Colway.
O IAP informa que uma licença foi emitida em 2011 para a terraplanagem na pista para aviões de pequeno porte já existente, chamada de Bonacin I. A autorização foi concedida, diz o órgão, porque não haveria necessidade de desmate na região. O aeródromo é vizinho do Parque Estadual da Serra da Baitaca e está dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Em 2012, porém, a Portal da Graciosa teria iniciado a pavimentação da pista sem pedir novo licenciamento ambiental. Por isso, a continuidade da obra está proibida até que sejam regularizados os procedimentos necessários. No dia 17 de agosto, a empresa solicitou a licença prévia para término da pista. O pedido está em análise.
Grupos ambientais da região se uniram para tentar impedir o reinício dos trabalhos no local. Segundo Cláudio Jésus de Oliveira Esteves, doutor em geografia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e morador de Quatro Barras, as escavações já atingiram o lençol freático e podem afetar o abastecimento de água. “Isso [as escavações] é uma interferência no sistema hídrico, já que os principais mananciais da cidade estão lá e afetará toda a região”, critica.
A pedido da Gazeta do Povo, Altair Rosa, professor do curso de engenharia ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), analisou fotos da obra. “Teve desmatamento e grande movimentação de terra para fazer algo parecido com um duto. Isso pode causar uma série de impactos ambientais.”
Há dúvidas sobre a influência da obra no lençol freático
Interferência
Outra preocupação dos ambientalistas contrários ao aeródromo é a preservação de aves do Parque da Serra da Baitaca. Esteves alerta que a localização da pista está na rota de aves como a baitaca (Pionus Maximiliani) e a curicaca (Theristicus caudatus). Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, são registradas quatro colisões de animais com aviões por dia no Brasil.
De acordo com o Decreto nº 1.753/96, a APA do Iraí protege os recursos naturais da região, em especial a quantidade e qualidade da água para fins de abastecimento público da bacia hidrográfica do rio Iraí.
Outro decreto, publicado em 2000, vedou a implantação, nas proximidades de áreas de preservação ambiental, de atividades consideradas perigosas, poluentes ou perturbadoras, como as que produzem ruídos, trepidações e poeira.
Bonacin II terá 1,2 mil metros de extensão
A Agência Nacional de Avia­­ção Civil (Anac) não tem registros do Bonacin I, aeródromo particular que existe há mais de oito anos, segundo os proprietários. Mas a nova pista, chamada de Bonacin II, já tem registro no órgão federal.
O empresário Francisco Simeão assegura que o aeródromo anterior está regular. “Aquela pista de pouso privada está homologada pela Anac há mais de oito anos. Ela só está sendo remodelada porque a Copel passou um cabeamento de energia próximo a uma das cabeceiras”. O Bonacin II, de acordo com a Anac, terá pista de pousos e decolagens com 1,2 mil metros de extensão e 20 metros de largura.
Políticos veem potencialidades do aeródromo
Apesar de contrariar ambientalistas e alguns moradores da região, o Bonacin II é apoiado pelas prefeituras de Piraquara e Quatro Barras. Segundo as duas administrações, o empreendimento poderá valorizar a região. “Abre uma nova perspectiva para esse tipo de transporte na região metropolitana, que poderá agregar uma série de serviços, como hangares e oficinas e todo esse universo da aeronáutica”, afirma Gabriel Jorge Samaha, prefeito de Piraquara.
Na mesma linha, Ary Andreatta, secretário de Turismo de Quatro Barras acredita que o empreendimento fortalecerá o turismo.
Já Ronaldo Loures Rocha, fundador do Conselho do Parque da Serra da Baitaca e assessor de planejamento de programas estratégicos de Quatro Barras, foi mais incisivo e criticou ambientalistas que tentam vetar o aeródromo. “Considero esse movimento inadequado, inconsequente e que está fundado em uma polêmica menor”, criticou.
Outro lado
Hábitat de aves e lençol freático não são alterados, diz empresário
O empresário Francisco Simeão disse que a obra não afeta o Parque Estadual Serra da Baitaca. “Os movimentos ambientais falam que o aeródromo prejudicará o sono das aves. Não vamos fazer nada diferente do que já era feito lá. A Anac autorizou uma revisão da pista, mudando o ângulo, e é o que estamos fazendo”, disse.
Segundo o empresário, a nova pista é cerca de 300 metros maior do que a anterior e todas as licenças ambientais foram solicitadas previamente. “Tínhamos as autorizações e, no meio da obra, decidimos pavimentar o local, mas antes de começarmos pedimos a licença e agora estamos aguardando o aval do IAP. Se não for autorizado, colocamos grama e a pista estará pronta para uso.”
Simeão negou ainda que as escavações tenham atingido o lençol freático. “Para chegar às águas subterrâneas, tínhamos de escavar uns cinco metros de profundidade e não chegamos nem a meio metro”. Ele descarta que se trate de um aeroporto comercial. “É apenas para amigos e parentes, como já é hoje.”

Créditos
gdp











quinta-feira, 19 de abril de 2012

Edição 129 - Pedreira desativada vira ponto turístico

Pessoas
Estávamos discutindo a visita ao local...
Simplesmente lindo

Apesar de atrair moradores da região de Campo Magro, local pertence à iniciativa privada e não oferece segurança


Uma pedreira inutiliza­­da na zona rural de Cam­po Magro, na Região Me­tropolitana de Curitiba, tornou-se um atrativo turístico bastante procurado pelos moradores das cidades próximas. Por causa da explosão de dinamites para a retirada das pedras, o solo foi perfurado e chegou até o lençol freático, que inundou uma cratera, transformando-a em um lago. Apesar da beleza, o local provoca discussões no município. A pedreira pertence a uma empresa privada, o que impede o poder público de investir em infraestrutura e segurança. A empresa também não incentiva a visitação.
Lençol freático inundou uma cratera aberta pelas explosões, transformando-a em lago
Desativada há cerca de uma década, a pedreira pertence à Indústria de Cal Bateias. Desde a retirada das máquinas, os visitantes foram em peso para conhecer o local. Os problemas, entretanto, começam pelo acesso ao local. Chegar até lá é difícil por causa da falta de sinalização. As estradas não têm pavimentação ou placas. O tecnólogo em Gastronomia Fábio Wolf, 21 anos, revela que é arriscado visitar o local sozinho e em dias de chuva. “É um lugar muito isolado. Em dias de chuva o carro pode atolar e estragar”, alerta.
Desativada há cerca de uma década, a pedreira pertence à Indústria de Cal Bateias. Desde a retirada das máquinas, os visitantes foram em peso para conhecer o local. Os problemas, entretanto, começam pelo acesso ao local. Chegar até lá é difícil por causa da falta de sinalização. As estradas não têm pavimentação ou placas. O tecnólogo em Gastronomia Fábio Wolf, 21 anos, revela que é arriscado visitar o local sozinho e em dias de chuva. “É um lugar muito isolado. Em dias de chuva o carro pode atolar e estragar”, alerta.

Perigo
A empresa proprietária da pedreira tenta, em vão, barrar a entrada de visitantes. “As pessoas às vezes bebem demais e se jogam no lago, que é muito fundo”, comenta João Antônio Lemos, contador da empresa. No local não há postos de guarda-vidas.
O Departamento de Tu­rismo de Campo Magro informou que, por causa da visibilidade que o lago conquistou, o município já teve interesse em adquirir a pedreira para torná-la, oficialmente, um ponto turístico da cidade. A aquisição, porém, esbarra na falta de verbas do município.
A Indústria de Cal Bateias afirma que a intenção é retomar os trabalhos no local. A volta das máquinas e de dinamites depende, entretanto, do aval do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Mineropar.
Natureza
Visitantes de lagoa buscam sossego
Mesmo com as discussões, os visitantes frequentam a região em busca de contato com a natureza e sossego. Alguns moradores a chamam de Lagoa Azul, outros preferem Lagoa Verde. A pedreira fica no distrito de Bateias, em Campo Magro. O local sempre recebe visitantes, principalmente nos fins de semana e feriados.
Fábio Wolf, aproveitou para levar os amigos Rafael Eduardo da Silva, 28, e Diego Fausto, 29, para conhecer o local. O tio dele é proprietário de uma chácara nas proximidades e o levou para ver a Lagoa Azul quando o tecnólogo ainda era criança.
A cada visita, turistas e curiosos espalham boca a boca onde fica a atração. Foi assim que a fotógrafa Sandra Machado, 43 anos, conheceu a pedreira. Ela mora em Curitiba, já visitou a lagoa em três oportunidades e diz que gosta de conhecer locais que sejam diferentes do convencional. “Principalmente aqueles de difícil acesso”, afirma.

Créditos



terça-feira, 17 de abril de 2012

Edição 127 - Materiais descartados na natureza

Pessoas
Mais que uma rotina, um erro
O descarte de materiais inservíveis precisa ser revisto, repensado
Muitos animais confundem lixo com comida

E o nosso descarte vai para...
A barriga dos animais

A cada dia que passa, descartamos algo que não utilizamos mais. Às vezes trocamos produtos apenas por estarem desatualizados, compramos coisas tecnologicamente mais avançadas e jogamos fora as velhas e sem utilidade quase sempre sem pensar nos impactos ambientais desse descarte.

Por conta de toda essa produção de resíduos, a natureza pede socorro; muitas espécies animais e vegetais já foram extintas e outras tantas espécies estão em risco de extinção, gerando um grande impacto no futuro próximo.
Você já parou para pensar nisso tudo?
O lixo deixou de ser apenas um problema sanitário em zonas urbanas, afeta também ecossistemas marinhos – inclusive de regiões não urbanizadas. Um gesto simples de desatenção, como esquecer uma garrafa plástica na praia, pode causar grandes impactos ambientais.
Para se ter uma ideia desse impacto, de acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas (PNUMA), há mais de 46 mil fragmentos de lixo plástico boiando a cada 2,5 Km da superfície dos oceanos (70% da poluição marinha). Mamíferos, aves e tartarugas marinhas confundem os plásticos com seu alimento natural – e não resistem à “comida” indigesta.
Qual é o nosso papel na proteção do ambiente em que vivemos? O que você tem feito em relação a isso?

Créditos
gdp
pnuma

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Edição 125 - Vazão das Cataratas do Iguaçu fica quatro vezes menor que o normal

Pessoas
O cenário desnudo é belo
Belo e trágico

Segundo a Copel, além do quadro de seca, a vazão nas Cataratas está em queda porque as cinco usinas situadas ao longo do Rio Iguaçu operaram com potência reduzida


A falta de chuva no Paraná mudou o cenário da principal atração turística do estado. A vazão dasCataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu, Oeste do estado, chegou a 373 metros cúbicos por segundo nesta terça-feira (10). O volume registrado é cerca de quatro vezes menor que a média normal, que é de 1.500 metros cúbicos por segundo.


Falta de água deixa traços do cânion em evidência
Na manhã de segunda-feira, a marca foi inferior, 355 m3/s, considerada a mais baixa deste ano. Segundo a Copel, além do quadro de seca, a vazão nas Cataratas está em queda porque as cinco usinas situadas ao longo do Rio Iguaçu operaram com potência reduzida no final de semana, até porque a demanda por energia é menor. O cenário deve começar a mudar nas próximas horas.

Apesar da seca, as Cataratas não perdem a beleza. O turista pode contemplar o atrativo de um ponto de vista diferente. Boa parte do conjunto de 275 saltos d´água desaparece, deixando em evidência os traços do cânion.


Lagos ocupam menos de um terço da capacidade. Acionamento de térmicas para garantir abastecimento pesará no bolso do consumidor


A estiagem na Região Sul deixou os reservatórios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no nível mais baixo para esta época do ano desde pelo menos 2002, ano em que teve início a atual série histórica. A média de água armazenada na última terça-feira era de 31,8% da capacidade máxima, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No mesmo período do ano passado, o índice estava próximo a 93,5%. A condição contrasta com reservatórios das demais regiões brasileiras, que ocupam no mínimo 78% da capacidade.

No Paraná, a situação é crítica no Rio Iguaçu. Os reservatórios das cinco usinas situadas ao longo do rio armazenam 35% do volume máximo de água. O maior dos cinco reservatórios do Iguaçu, o da usina de Foz do Areia – a maior da Companhia Paranaense de Energia (Copel) – opera com somente 23% de sua capacidade.
Para compensar a falta de chuva no Sul e garantir o equilíbrio do sistema elétrico brasileiro, o governo colocou algumas termelétricas em funcionamento, incluindo a Usina Elétrica a Gás (UEG) Araucária, administrada pela Copel, acionada na semana passada. A UEG gera hoje cerca de 480 megawatts (MW) médios, o equivalente a quase toda sua potência, que é de 490 MW.
Pelo menos 28 usinas termelétricas de um total de 65 existentes no país estão operando, segundo os boletins do ONS. Movidas a gás natural, óleo combustível, carvão ou outros combustíveis fósseis, algumas delas são acionadas apenas em caráter excepcional: funcionam como um “seguro” para não faltar energia ao consumidor. No entanto, apesar de a estratégia funcionar como garantia contra a falta de energia, em médio e longo prazo seus custos do acionamento das témicas são absorvidos pelo consumidor – eles serão repassados às tarifas no ano que vem.
O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ), Nivalde José de Castro, aprova a medida tomada pelo governo, apesar de reconhecer que o consumidor vai pagar a conta do acionamento das termelétricas emergenciais.
Não há cálculos para mensurar o impacto das termelétricas no bolso do cidadão, mas, para o professor, isso não é preocupante porque o custo é dividido por todos os consumidores do país. “O acionamento de termelétricas é natural, principalmente nesta época do ano, quando os reservatórios da Região Sul estão baixos”, diz.
Para Castro, o sistema elétrico hoje tem uma boa estrutura. As termelétricas, diz, são acionadas justamente para evitar a falta de água nos meses seguintes. “Funciona como um seguro para que não tenhamos problemas pela frente”, afirma.
Mas essa avaliação não é consensual. O diretor da con­­sultoria Enercons, Ivo Pugnanoli, critica a manobra do ONS. Para ele, o país não precisa recorrer às termelétricas porque a energia que falta no sistema pode vir de outros reservatórios, uma vez que “a seca nunca atinge o Brasil inteiro”. “Há uma ‘apagãofobia’. Em 2006, quando houve seca, a energia foi gerada em hidrelétricas de outras regiões”, diz.
Pugnanoli também diz que o governo faz uma “maquiagem” para o valor não ser notado pelo consumidor. Na conta de energia, diz, em vez de o custo ser computado na rubrica “geração”, é colocado no campo “encargos e serviços do sistema”.
Situação de Itaipu é confortável
No Paraná, o quadro de seca dos reservatórios situados ao longo do Rio Iguaçu contrasta com o desempenho da segunda maior hidrelétrica do mundo em capacidade instalada, a Itaipu. A usina, localizada no Rio Paraná, que é “abastecido” pelas chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, opera normalmente: nos primeiros três meses deste ano, até registrou aumento de geração em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e março de 2011, a usina gerou 23 milhões de megawatts-hora (MWh). Neste primeiro trimestre, foram 24,7 milhões de MWh, geração suficiente para abastecer o Paraná por um ano ou Curitiba por cinco anos.
A perspectiva do diretor-geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek, é de que o volume de geração de energia este ano ultrapasse a marca histórica de 2008, ano em que a usina produziu 94,6 milhões de MWh.
O índice favorável na geração de energia da Itaipu se deve ao bom desempenho dos reservatórios da Região Sudeste no início deste ano, em razão do regime de chuva. Isso fez o lago de Itaipu manter o nível normal e armazer água.
Vertendo água
O desempenho da usina se reflete nas operações do vertedouro. Na semana passada, nos dias 5 e 6 de abril, o vertedouro chegou a ser aberto. No dia 5, o total de água vertida atingiu 1.172 metros cúbicos por segundo, acima da quantia de 919 metros cúbicos por segundo do dia 6. Em 2011, a Itaipu atendeu 17% do consumo no Brasil e 73% do paraguaio. A capacidade instalada da usina é de 14 mil MW. (DP, com Folhapress)


Créditos
gdp

Edição 124 - Gado e soja ameaçam Chaco paraguaio

Pessoas
Nem tudo está perdido
Ainda não 'conseguimos' acabar com o que resta...

Se não houver fiscalização, em 30 anos a floresta será completamente destruída. Brasileiros estão entre os grandes desmatadores


Índios estão em situação miserável

A floresta espinhosa do Chaco, um território com temperaturas de 49 graus e tão inóspito que paraguaios chamam a região de “inferno verde”, cobre uma extensão do tamanho da Polônia. Tribos de caçadores-coletores ainda vivem entre os vastos labirintos de quebrachos.
Mas, embora o Chaco tenha permanecido hostil à maioria dos empreendimentos humanos durante séculos; e onças, lobos-guará e nuvens de insetos ainda habitem suas matas, a natureza desafiadora da região pode estar finalmente sendo derrotada.
Enormes trechos do Chaco estão sendo devastados em uma invasão de um dos recantos mais remotos da América do Sul por pecuaristas do Brasil, o gigantesco vizinho do Paraguai, e por menonitas de língua alemã, descendentes de colonizadores que chegaram na região há quase um século e trabalham como agricultores e fazendeiros.
Segundo o antropólogo americano Lucas Bessire, que trabalha na região, há tanta terra sendo devastada por tratores e tantas árvores sendo queimadas que o céu às vezes ganha um tom “cinza crepuscular” no meio do dia. “Acordamos com gosto de cinzas na boca e com uma fina camada branca na língua”, disse.
O promotor Casaccia lutando contra exploradores que desmatam ilegalmente o Chaco
No mínimo 485 mil hectares do Chaco foram desmatados nos últimos dois anos, de acordo com análises por satélite do Guyra, um grupo ambiental de Assunção, a capital do país. Ainda segundo o grupo, fazendeiros abrindo caminho para suas enormes criações de gado já devastaram cerca de 10% das florestas do Chaco nos últimos dez anos. Isso se reflete no crescimento da exportação de carne. “O Paraguai, infelizmente, já está entre os campeões de desmatamento”, afirmou o promotor e ex-ministro do Meio Ambiente Jose Luis Casaccia, sobre o enorme desmatamento que vem ocorrendo nas florestas atlânticas do leste do Paraguai nas últimas décadas, causado pelo cultivo de soja. Restam pouco mais de 10% das florestas originais. “Se insistirmos nessa loucura”, disse Casaccia, “quase todo o Chaco poderá ser destruído nos próximos 30 anos.”
Motivações
A corrida por terra já está transformando pequenos assentamentos na fronteira do Chaco em centros em expansão. Os menonitas, cuja fé protestante anabatista foi formada na Europa do século 16, fundaram assentamentos no local nos anos 1920. O local é repleto de pequenas cidades com nomes como Neuland, Friedensfeld e Neu-Halbstadt.
Impulsionadas por sua nova prosperidade, essas comunidades de menonitas são diferentes de outras na América Latina, como os assentamentos na Bolívia, onde muitos menonitas ainda usam carroças e roupas tradicionais.
Em Filadélfia, os jovens menonitas atravessam as estradas nos limites da cidade em caminhonetes Nissan. Bancos anunciam empréstimos para comerciantes de gado. Postos de gasolina vendem tabaco e cervejas como a Coors Light. Um rodeio anual atrai visitantes de todo o Paraguai.
O gerente de comunicação de uma cooperativa menonita em Filadélfia, Patrick Friesen disse que o preço das propriedades aumentou cinco vezes nos últimos anos. “Um terreno na cidade custa mais do que no centro de Assunção”, disse Friesen, atribuindo o crescimento repentino, em parte, ao aumento da demanda global de carne.
“Oitenta e cinco por cento da nossa carne é exportada para lugares como África do Sul, Rússia e Gabão”, comentou. Ao falar da preocupação de alguns países em relação à febre aftosa, que o Paraguai detectou em seu gado em 2011, ele disse: “atualmente, estamos focados em mercados menos exigentes.”
Exploradores dizem cumprir legislação
Criticadas por seu papel no desmatamento, as comunidades menonitas admitem que grandes trechos de floresta da região foram removidos. Mas eles negam a culpa, afirmando que operam dentro da lei paraguaia, que exige que proprietários preservem um quarto de suas terras no Chaco. “O que os brasileiros fazem, comprando terras com a sua moeda forte, é algo completamente diferente”, disse Franklin Klassen, membro da câmara municipal de Loma Plata, uma cidade menonita.
Por todo o Paraguai, é impossível ignorar a influência econômica do Brasil, simbolizada nos cerca de 300 mil brasiguaios que são conhecidos por ajudar na expansão industrial e pecuária no país.
Já existe muita tensão em relação ao aumento no número de propriedades de brasileiros. Tranquilo Favero, um produtor de soja e pecuarista brasileiro que é um dos homens mais ricos do Paraguai, provocou a ira de muitos paraguaios quando disse que os camponeses sem terra deveriam ser tratados “como mulher de malandro, que só obedece quando leva pau.”
O promotor Jose Luis Casaccia afirmou que Favero, sozinho, controla cerca de 250 mil hectares de terra no Chaco. Outros fazendeiros confirmaram terem aumentado suas posses de terra ali. Nelson Cintra, do Mato Grosso do Sul, disse que ele e seu irmão estão entre os primeiros brasileiros a explorar o Chaco, em 1997. “Hoje em dia, há um milhão de cabeças de gado no Alto Paraguai, onde, há 15 anos, havia apenas 50 mil”, destacou.
Nos arredores de Fila­­délfia, a transformação do Chaco, de uma indomada floresta em um bastião da pecuária, parece irreversível. Cerca de 80 ayoreos vivem em situações precárias à beira de uma estrada. Às vezes, os homens ayoreos trabalham como peões, ao preço de US$ 10 por dia. “Nunca mais viveremos na floresta”, disse Arturo Chiquenoi, um ayoreo de 28 anos que trabalha ocasionalmente como peão de fazenda. “Aquela vida não existe mais.”
Índios estão em situação miserável
A questão mais preocupante é que a corrida por terra tem aumentado o impacto sobre os povos indígenas do Chaco. Um grupo de caçadores-coletores, os ayoreos, está sendo especialmente afetado pelas mudanças. Em 2004, 17 falantes da língua ayoreo entraram em contato com o mundo exterior pela primeira vez.
Em Chaidi, um vilarejo perto de Filadélfia, eles disseram que, há anos, têm sido atormentados por escavadeiras que vêm cercando as suas terras. A palavra em ayoreo para escavadeira é “eapajocacade”, que significa “agressor do mundo.”
“Eles estavam destruindo nossas florestas e gerando problemas para nós”, afirmou, por meio de intérprete, o indígena Esoi Chiquenoi que acredita estar na casa dos 40 anos. Como resultado disso, ele e outros de seu grupo, que até 2004 vestiam tangas, abandonaram abruptamente o seu meio de vida. Chiquenoi e outros índios em Chaidi mencionaram parentes que ainda vivem na floresta, seguindo um estilo de vida tradicional, o que talvez faça deles a última tribo (cerca de 20 índios) isolada da América do Sul fora da Amazônia. Alguns pesquisadores questionam se eles são realmente isolados, ou meramente escondidos, já que vivem em meio a enormes fazendas de gado criadas ao seu redor.


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gdp

terça-feira, 3 de abril de 2012

Edição 119 - Indefinição atrasa “indústria” do lixo

Pessoas
Fomos levados a acreditar e a separar o lixo, em nossas casas.
Ainda não consegui entender a lógica que rege o sistema:
Material inservível não é lixo;
Material reciclável também não.
Então qual o motivo de se separar para reciclagem apenas os que tem maior valor comercial?
Qual a intenção? Preservar a natureza ou fazer dinheiro?

Aterro provisório da Fazenda Rio Grande, que recebe 2,4 mil toneladas de lixo da capital e dos municípios da Grande Curitiba
A pedido da Justiça, consórcio anula resultado da licitação para contrução do Sipar. Processo volta à estaca zero



A novela que envolve a im­­plantação do Sistema In­­tegrado de Aproveitamento de Resíduos Sólidos (Sipar), que deveria receber o lixo de Curitiba e outros 18 municípios do consórcio após o fechamento do aterro da Caximba, ganhou um novo capítulo. A licitação, que está em andamento desde 2008, segue sem um vencedor e o destino do lixo dessas cidades ainda é o encaminhamento para dois aterros provisórios, em operação desde 2010.
Neste mês, a prefeitura de Curitiba decidiu acatar uma decisão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), de dezembro de 2009, que determina a desclassificação de duas empresas que participaram da licitação. O argumento do tribunal é de que essas concorrentes não atendiam às exigências técnicas do edital.
A decisão tardia do Exe­cutivo municipal culminou na desclassificação do consórcio vencedor Recipar e do Paraná Ambiental, que ficou em segundo lugar. As empresas foram consideradas inaptas a prestar os serviços exigidos para o Sipar. Segundo a secretária de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza do Carmo Oliveira Dias, a comissão de licitação da prefeitura vai trabalhar na nova classificação do certame.
Imbróglio
Cinco empresas participaram da licitação. Seguindo a ordem de classificação, a vencedora do edital deve ser a Tibagi Engenharia e Construções Ltda, mas isso não significa que a licitação será encerrada. “Em termos práticos, não podemos concluir o processo de licitação porque há duas ações judiciais pendentes”, explica Marilza. Uma das ações que corre no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) pede a anulação de todo o processo de licitação e a outra questiona a habilitação da construtora Tibagi para participar do processo.
Para o professor de Direito Administrativo da Escola de Magistratura Federal do Paraná Marcus Bittencourt, o encaminhamento feito pela prefeitura está correto. “É possível anular as etapas consideradas ilegais, excluir os licitantes que não poderiam participar do processo e seguir com o certame”, explica. O professor frisa que ainda é preciso aguardar a decisão dos outros processos judiciais e, se for decidida pela anulação da licitação, começar tudo novamente.
Provisórios
Com essa indefinição para a licitação, a solução para o problema do lixo continua sendo o uso dos aterros provisórios, que entraram em operação desde a desativação do Aterro da Ca­­ximba, em novembro de 2010. Diariamente, cerca de 2,5 mil toneladas de lixo da capital e dos outros municípios, que seriam beneficiados pelo Sipar, são encaminhados para dois aterros. Os espaços foram contratados em 2010, com um prazo de operação de dois anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período.
Hoje o lixo é destinado para um aterro na Fazenda Rio Grande e outro na divisa entre a capital paranaense e Araucária.
Compensação
Vereadores aprovam verba adicional para destinação do lixo
Uma lei ordinária, aprovada pelos vereadores de Curitiba no mês de Março, autorizou a prefeitura a fazer um repasse para o Consórcio Intermunicipal para a Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (Conresol). A verba, de R$ 536 mil, compensou os gastos realizados no ano de 2011.
Segundo a secretária de Meio Ambiente, Marilza do Carmo Oliveira Dias, o pagamento adicional se explica porque o orçamento para o lixo foi feito com base na média dos gastos de 2010. Como houve uma pequena variação na quantidade de resíduos encaminhados, foi preciso fazer o repasse da verba.
Para o vereador Pedro Paulo (PT), que faz parte da Comissão Especial do Lixo na Câmara, a contratação emergencial de aterros provisórios prejudica o contribuinte. "Desde o fechamento do aterro da Caximba, a decisão sobre questões do lixo são proteladas até o limite. Qualquer contrato de emergência tem um diferencial no valor, que é mais alto", argumenta.
A oposição deve apresentar hoje um pedido de informação na Câmara sobre os gastos totais do consórcio com os aterros provisórios e a maneira como cada município faz os pagamentos, para determinar o custo do sistema para Curitiba.
19 municípios
O Sistema Integrado de Aproveitamento de Resíduos Sólidos (Sipar) seria responsável por receber o lixo de Curitiba e outros 18 municípios, que formam o Consórcio para a Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (Conresol). A intenção é de que o Sipar não opere como um simples aterro, mas seja uma instalação moderna que funcione como uma indústria, em que o lixo é a matéria-prima. Dessa forma, olixo seria reciclado e transformado em adubo e material energético. Um aterro em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, deve receber o sistema.
Créditos
 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Edição 112 - Mau cheiro perturba frequentadores em área de lazer

Pessoas
Vejam como o direcionamento das notícias e fatos levam a outra leitura ou interpretação.
As pessoas reclamam do mau cheiro em área de lazer...
Pergunto: alguém se preocupa com o fator gerador do mau cheiro?
Alguém sugere ou cobra alternativas para que o que chamam de córrego deixe de apresentar o 'mau cheiro'?
E por fim, um protesto que causa mau cheiro. Até onde o interesse individual pode sobressair em relação ao coletivo?
Com vocês as respostas

O mau cheiro vindo do córrego, principalmente nos dias de forte calor, acompanha a prática de exercícios dos frequentadores do eixo de lazer e esportes da Avenida Arthur Bernardes, entre os bairros Vila Izabel, Santa Quitéria e Seminário, em Curitiba.
A água, que tem coloração cinza, corre a céu aberto entre as avenidas Iguaçu e Silva Jardim. O córrego fica no meios das árvores e das estruturas da pista de cooper e de um parquinho, que recebem boa quantidade frequentadores. Tem dias que o cheiro está forte, principalmente quando faz mais calor, confirma a comerciante Daniela Rickli, moradora da região.
Até vereadores foram contatados para tentar resolver os problemas
O problema está nestes cem metros em que o córrego está descoberto. O cheiro incomoda quando você está fazendo exercícios. Eu passei aqui no fim de semana de carro e o cheiro estava insuportável, relata Gilmar Fernandes, morador no Portão, que faz todos os dias caminha na Avenida Arthur Bernardes.

Poluição

É muito desagradável. O cheiro se propaga, especialmente quando o tempo está quente, declara a advogada Ana Paula Feijó Rocha, moradora no Batel e frequentadora da pista de cooper da avenida. Tem dias que não dá para passar por aqui. A gente tampa o nariz, ou dá meia volta e não passa ao lado do córrego, ressalta a dona de casa Rosane Guglielmini.
Um dos frequentadores revelou que procurou até vereadores para saber se haveria alguma maneira de acabar com a poluição do córrego e com o mau cheiro, mas não obteve sucesso.

Moradores costumas despejar lixo no córrego

O córrego também tem outros trechos a céu aberto, cortando os três bairros. Um dos pontos está entre as ruas Curupis e Curupaitis, entre o Seminário e Santa Quitéria. O cheiro aqui também é muito forte. Quando esquenta, à noite fica insuportável, além da quantidade de mosquitos. Frequentemente vimos pessoas jogando lixo no córrego´, comenta Maria Olinda Lima Silva, moradora da região há 40 anos. Ela garante que, quando era criança, viu o córrego com água cristalina e cheia de peixes. Agora, a moradora também reclama das enchentes, que levam toda a sujeira e o mau cheiro para a casa dela.

Promessa de vistoria
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que uma equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente vai até o córrego para verificar a situação. Uma das possibilidades é a existência de ligações irregulares de esgoto, que acaba sendo despejado dentro do córrego. A prefeitura ainda comunicou que lei municipal de 2008 proíbe o fechamento de córregos. A assessoria de imprensa da Sanepar também informou que uma equipe iria até o local para fazer vistoria.

Poluição dos rios é problema na Grande Curitiba


O abastecimento de água em Curitiba e Região Metropolitana enfrenta dois grandes problemas: a qualidade dos recursos hídricos nos mananciais e a acelerada expansão da cidade. O crescimento dos municípios de forma desordenada impede que seja realizado o planejamento adequado para a ocupação do solo, o que compromete significativamente a proteção aos rios. Somam-se a isso as redes de esgoto irregulares, que representam uma ameaça constante à qualidade das águas.


Enquanto o interior do estado sofre com a estiagem neste verão, a região de Curitiba é autossuficiente e possui capacidade de abastecimento para os próximos seis meses, de acordo com a Sanepar. As quatro principais barragens destinadas à capital e à RMC (Iraí, Passaúna, Piraquara 1 e Piraquara 2) contam com 149 milhões de m3 represados, que atendem um consumo diário de 765 milhões de litros. A situação, porém, pode mudar caso a poluição siga degradando os mananciais.
'Os mananciais podem ser perdidos, como aconteceu com o Rio Palmital (em Pinhais). Perdendo um rio, temos que partir para outro', alerta a gerente de produção da Sanepar, Rita de Cássia Gorny Becher, que também aponta outro reflexo da falta de cuidado com o meio ambiente e que interfere diretamente no bolso do consumidor. Para recuperar as águas que serão entregues à população o tratamento fica mais caro e o recurso mais escasso.

Urbanização

As ligações corretas de esgoto são apontadas como a solução mais emergente para o problema. Para o coordenador do curso de pósgraduação em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental da UFPR, Cristóvão Fernandes, a qualidade das águas sofre uma forte pressão da urbanização e do uso do solo. 'É um dilema. A oferta e a demanda estão no limite. O tratamento de esgoto não é suficiente para a demanda gerada e assim acontece a degradação, pois o esgoto é lançado nos rios', lamenta. A cobertura da rede de esgoto na grande Curitiba é de 71,89%.

Protesto de 'mau cheiro' em Curitiba

Uma reivindicação feita por um morador do Prado Velho, em Curitiba, e não atendida pela Prefeitura, está causando transtornos a usuários das calçadas da Rua Conselheiro Dantas.
O problema é o intenso mau cheiro em um ponto de ônibus localizado na via, onde, de acordo com relatos de moradores e comerciantes, têm sido jogadas diariamente fezes de animais em sinal de protesto pela reclamação não atendida do morador. 'O cheiro aqui está terrível. Tenho que esperar o ônibus longe do ponto por causa de tanta sujeira. Na hora de descer, então, é pior ainda. Quando o ônibus abre a porta nos deparamos com os excrementos e o forte mau cheiro', explica o usuário Antônio Junior.
Freqüentadores do local afirmam que as ações do morador revoltado vão além. 'Quando algum carro pára perto da garagem, ele esvazia os pneus e joga fezes nos veículos estacionados. Ele também já recuou a guia da calçada, pintou placas e faixas no chão e pregou avisos no portão', relata Ademir Moura, que trabalha próximo ao ponto.

Usuário do transporte, Antônio Junior reclama: 'Tenho que esperar o ônibus longe do ponto´
Moura acrescenta que muitas vezes clientes deixam de vir às lojas por causa da fama que o local está ganhando. 'A situação está ficando fora de controle. Estamos perdendo muitos clientes em vista disso.'
De acordo com a Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), a mudança do ponto de ônibus é inviável, pois, em toda a quadra, aquele seria o único lugar passível de instalação. O ponto, segundo a Urbs, atende a todas as condições de tráfego e necessidades dos usuários do serviço.
A Urbs reforça que a população pode solicitar mudanças nos serviços através do telefone 156. A Prefeitura informa ainda que o cidadão que for atingido ou se sentir prejudicado pelas ações do morador deve se reportar à Polícia Militar pelo telefone 190.
O causador dos danos pode ser julgado pelo crime de perturbação à ordem. A reportagem tentou contatar o morador acusado de jogar as fezes de animais no ponto de ônibus, sem sucesso.


Créditos
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